Mauro Manzera e “As eleições no Amapá”
1 CommentJorge Amanajás: o presidente da poderosa Assembléia será o candidato do PSDB. Vai ser o palanque do Serra, num estado que tende a votar na Dilma. Parte da chamada Harmonia, foi escanteado pela maioria do governo Waldez. Deve aliar com o PMDB. Tem apoio dos deputados estaduais, de um bom pedaço deles. É “dono” do Desafio, uma espécie de cursinho “gratuito” que recebe uma boa grana do poder público. Simpático e com cara de bonzinho, é talvez o mais forte candidato da chamada “direita”. Seu desafio é fugir dessa pecha, acho que vai tentar esconder o Serra, até pra não melindrar seus aliados, e fazer uma campanha local.
Pedro Paulo: é o candidato do Partido Progressista, do Waldez Góes, a expressão mais explícita da continuidade. Atual governador, herdou os problemas e a força da máquina pública. Dizem que o governo está sem caixa e ele vem perdendo aliados. Tem vários telhados de vidro, foi Secretário de Saúde e a saúde é um caos, tem um irmão ex-deputado envolvido no caso pororoca, que foi preso e perdeu os direitos políticos. Mas seu principal problema parece ser a incapacidade de tomar a iniciativa política, de se colocar com força como candidato. Tem ainda o desafio de se firmar. E a vantagem de fazer parte de um governo, queiramos ou não, ainda bem avaliado. Há ainda o problema do PP nacional, que pode apoiar Serra e a sua chapa é cheia de partidos que vão com Dilma. Até o PCdoB está aí.
Lucas Barreto: herdeiro de uma surpreendente votação na eleição de prefeito, onde quase desbanca o vencedor Roberto Góes do segundo turno. Ocupou uma plataforma independente na eleição passada, negando tanto os Góes quanto os Capiberibe. É o candidato do empresariado local e da área da Justiça. Simpático, carismático, faz a campanha com um estilo próprio. Seus programas de TV são sempre só ele conversando. Como estava nomeado nos “Atos Secretos”, recebe o estigma de ser ligado a Sarney, o que nem nega nem confirma. O PTB declarou apoio à Serra, mas ele já disse que não tá nem aí, é Dilma. Deve se aliar ao PSOL, tendo Randolfe como parceiro de chapa no senado. É reconhecido como oposição e pode atrair o voto mudancista. Seu principal desafio é a falta de substância, de propostas claras, a falta de um projeto. Pode desidratar no processo. Não foi atacado na eleição passada, nessa acredito que ele vai apanhar, o que pode ser ruim pra ele. Ou bom…
Camilo Capiberibe: deputado estadual e claro oposicionista. É filho do senador João Capiberibe, de quem herda a admiração e a rejeição. Ficou em segundo lugar na eleição de prefeito de Macapá, perdendo por uma diferença mínima. Nessa eleição, rompeu o isolamento político e atraiu o Partido dos Trabalhadores, reeditando a aliança que levou o PSB ao governo 15 anos atrás. A aliança, explicitada como a “união da esquerda”, vem sendo saudada como o fato mais importante da eleição até agora, depois da definição do candidato do governo. É o mais claro palanque de Dilma no estado. Inteligente, carismático e articulado, tem como desafio superar o teto eleitoral que o PSB alcançou nas últimas eleições. É presença provável no segundo turno, mas precisará conquistar a maioria da sociedade para garantir a vitória. Tem como desafio construir um programa para isso, com propostas capazes de atrair setores mais amplos. E fazer uma campanha de mobilização popular, mudancista e progressista.
Chute: Vou dar meu chute aqui. Aposto num segundo turno entre Camilo e Jorge Amanajás.







Bom dia meu caro, nobre…….acíduo leitor dos blogs locais e admirador deste blog…………..até aí tudo bem…….porém….mano…tem q atualizar……deixo o apelo….abrigado!